19/03/2026
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Argentina deixa OMS sob Milei, seguindo Trump

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, confirmou que o país não faz parte da OMS (Organização Mundial da Saúde) desde terça-feira, dia 17 de março de 2026.

A decisão de deixar a organização já havia sido anunciada em 5 de fevereiro de 2025, após a saída dos Estados Unidos da OMS, e agora foi oficializada pelo governo do presidente Javier Milei.

A Casa Rosada justificou a saída com críticas à gestão da OMS durante a pandemia de Covid-19 e alegando falta de independência da organização.

Quando o governo anunciou a intenção de sair, especialistas alertaram que o movimento pode levar a um menor acesso a medicamentos e vacinas, perda de apoio técnico e financeiro e isolamento no cenário científico internacional.

Deixar a OMS poderá resultar em custos mais altos para o acesso a vacinas e tratamentos, além de deixar o país mais vulnerável a crises de saúde.

O ministro Quirno afirmou que a Argentina continuará a cooperar internacionalmente em saúde por meio de acordos bilaterais, preservando sua soberania em políticas de saúde.

Milei foi um dos principais críticos das orientações da OMS durante a pandemia, quando ainda não era presidente. A saída foi discutida publicamente, sendo descrita pelo chefe de Gabinete, Manuel Adorni, como uma defesa da soberania nacional.

O grupo político do presidente, A Liberdade Avança, argumentou que a OMS não cumpriu seu propósito durante a pandemia, criando quarentenas e políticas que, segundo eles, comprometeram a soberania nacional.

Em junho de 2024, a Argentina começou a sinalizar sua retirada ao não aderir a um tratado pandêmico da OMS e declarou que não aceitaria acordos que afetassem sua soberania.

Um relatório do Conicet (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas), principal órgão de pesquisa do país, indica que a saída poderá isolar o país da comunidade científica.

A OMS, fundada em 1948 e com sede em Genebra, na Suíça, é responsável por coordenar esforços internacionais em saúde pública. Tem 194 países membros e a missão de promover a saúde e coordenar respostas a emergências globais de saúde.

A postura da Argentina se alinha à decisão dos Estados Unidos, que também anunciou sua saída da organização no início de 2025.

Diferentemente dos EUA, porém, a Argentina depende de colaboração internacional para seus programas de saúde.

A OMS é uma agência especializada das Nações Unidas e atua em várias frentes, desde o combate a doenças até a melhoria dos sistemas de saúde pública em todo o mundo. Suas diretrizes e recomendações servem muitas vezes como base para políticas nacionais de saúde.

A saída formal de um país membro é um processo administrativo que envolve notificação por escrito e, geralmente, leva em conta um período de aviso prévio. O impacto prático inclui a perda do direito a voto nas assembleias e o acesso privilegiado a programas técnicos e de financiamento coordenados pela organização.

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