23/05/2026
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EUA cogitam novos ataques contra Irã, dizem veículos

EUA cogitam novos ataques contra Irã, dizem veículos

Os Estados Unidos consideram lançar novos ataques militares contra o Irã, informaram veículos americanos nesta sexta-feira (22). A informação foi divulgada em meio às negociações em andamento e a uma aparente frustração do presidente Donald Trump com Teerã.

A notícia foi publicada pelos veículos CBS e Axios, horas após Trump informar que não vai comparecer ao casamento de seu filho neste fim de semana. O motivo seriam “circunstâncias relacionadas ao governo”, segundo ele.

Os veículos ressaltaram que uma decisão final sobre os novos ataques ainda não foi tomada. Segundo eles, o Paquistão, que atua como mediador entre Estados Unidos e Irã, enviou a Teerã seu comandante militar.

Procurada pela AFP, a Casa Branca não comentou o assunto. De acordo com a CBS, a porta-voz Anna Kelly disse que “o presidente foi claro sobre as consequências caso o Irã não consiga alcançar um acordo”.

Mais cedo, a Casa Branca anunciou mudanças nos planos de Trump para o fim de semana. O presidente vai permanecer na capital americana. Ao retornar de uma viagem ao estado de Nova York, onde fez um discurso nesta sexta-feira, Trump não atendeu a imprensa.

Citando duas fontes anônimas, o Axios informou que Trump “se mostra cada vez mais frustrado com as negociações com o Irã nos últimos dias”. Sua postura mudou de favorecer a diplomacia para se inclinar a ordenar um ataque.

Com base em fontes não identificadas, a CBS informou que membros das Forças Armadas e dos serviços de inteligência dos Estados Unidos cancelaram seus planos para o fim de semana prolongado do Memorial Day. O motivo seria a possibilidade de ataques.

Tensão entre EUA e Irã se intensifica

As relações entre os dois países seguem em um momento de alta tensão. O governo americano tem pressionado o Irã por meio de sanções e ameaças militares. A mediação do Paquistão indica uma tentativa de evitar um conflito direto.

Diplomatas e analistas acompanham de perto os próximos passos de Washington. A ausência de Trump em um evento familiar e a permanência na capital são vistas como sinais de que uma ação militar pode estar sendo preparada.

Sobre o autor: Equipe de Conteudo

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