A Casa dos Poveiros, um clube tradicional da Zona Norte do Rio de Janeiro, foi interditada após parte de seu telhado desabar na manhã desta segunda-feira (16). A Defesa Civil municipal avaliou que há risco de novos desabamentos no local.
O clube permanecerá fechado por tempo indeterminado. A Defesa Civil apontou a existência de danos estruturais e cobra a execução dos reparos necessários para garantir a segurança.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU) informou que intimou os responsáveis pelo imóvel a comparecer ao órgão. Eles devem solicitar uma licença em caráter emergencial para realizar as obras.
A pasta ressaltou que a responsabilidade pela manutenção e conservação do imóvel é do proprietário. O clube já havia recebido uma notificação anterior por não estar em dia com a autovistoria obrigatória, um procedimento de verificação das condições do prédio.
De acordo com a Defesa Civil, a causa exata do desabamento ainda não foi determinada. Essa apuração poderia ser feita por meio de uma perícia da Polícia Civil, caso o proprietário decida registrar uma ocorrência sobre o caso.
Como não houve vítimas no incidente, não há abertura automática de investigação policial. O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender à ocorrência do desabamento, que aconteceu no bairro do Rio Comprido.
Em nota divulgada após o acidente, a direção da Casa dos Poveiros afirmou que já acompanhava questões estruturais relacionadas ao telhado. A administração do clube disse que parte das intervenções necessárias dependia de trâmites com a seguradora e de autorizações da prefeitura.
A direção reiterou que o clube segue interditado por tempo indeterminado. A retomada das atividades só acontecerá quando houver condições seguras de funcionamento, após a conclusão dos reparos na estrutura.
A interdição de imóveis por falhas estruturais é uma medida preventiva comum da Defesa Civil. Em casos de edificações antigas ou com sinais de deterioração, os órgãos municipais costumam exigir vistorias técnicas regulares. O objetivo é evitar acidentes que possam colocar em risco a integridade de frequentadores e transeuntes.
Quando uma notificação é descumprida e problemas são identificados, a interdição se torna uma ferramenta administrativa para forçar o cumprimento das normas de segurança. A regularização depende da apresentação de projetos aprovados e da execução das obras sob supervisão dos órgãos competentes, um processo que pode levar semanas ou meses.
