17/08/2026
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Deolane Bezerra presa: esquema de R$ 27 milhões ligado ao PCC

Deolane Bezerra presa: esquema de R$ 27 milhões ligado ao PCC

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira durante a Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.

Segundo as investigações, entre 2018 e 2021, Deolane teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil. Essa prática é conhecida como smurfing e é usada para evitar a fiscalização bancária. Quase 50 depósitos, totalizando cerca de R$ 716 mil, teriam sido feitos para empresas ligadas a ela por uma suposta instituição de crédito. O Ministério Público afirma que não foram encontrados contratos ou serviços que justificassem esses valores.

Para os investigadores, o patrimônio e a projeção pública da influenciadora funcionariam como uma camada de legalidade sobre recursos ilícitos. A investigação começou em 2019, quando bilhetes e manuscritos foram apreendidos com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Uma referência a uma “mulher da transportadora” levou a uma transportadora de cargas na cidade, apontada como braço financeiro da organização.

No celular de Ciro Cesar Lemos, indicado como operador central, foram encontradas imagens de depósitos para as contas de Deolane. A operação também mirou familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, incluindo o irmão, o sobrinho e uma parente que estaria em Madri.

Deolane estava em Roma nas últimas semanas e teve o nome incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol. Ela voltou ao Brasil na quarta-feira, dia 20, um dia antes da operação. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis em Barueri. O influenciador Giliard Vidal dos Santos, apontado como filho de criação dela, e um contador ligado ao grupo também foram alvos.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra. No total, R$ 357,5 milhões foram bloqueados em contas ligadas aos investigados. 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões foram apreendidos.

Outros desdobramentos

A operação também cumpriu mandados em endereços ligados a familiares de líderes do PCC. Os investigadores apontam que o esquema usava empresas de fachada para movimentar dinheiro do tráfico. A Justiça paulista autorizou as medidas após análise de provas colhidas ao longo de mais de dois anos de apuração.

Sobre o autor: Equipe de Conteudo

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