11/08/2026
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Natura tem lucro com foco na América Latina

A Natura afirma que 2025 foi um marco para a empresa, com a conclusão do ciclo de simplificação societária iniciado em 2022. De acordo com João Paulo Ferreira, presidente do grupo, nesse ano a empresa concluiu a venda de ativos internacionais e simplificou a estrutura da holding, o que permitiu o retorno ao seu ticker original, a NATU3.

Durante teleconferência para comentar os resultados do quarto trimestre de 2025, divulgados no dia 16, o executivo ressaltou que a companhia voltou às origens. O foco agora está prioritariamente nas operações e oportunidades na América Latina.

Ele detalhou que, no último trimestre, a marca Natura no Brasil registrou uma leve queda de receita. Essa redução ocorreu devido à menor quantidade e atividade das consultoras consideradas menos produtivas.

Embora a marca tenha mantido a liderança de mercado, Ferreira apontou uma ligeira perda de market share ao longo de 2025. Segundo ele, esse movimento foi impactado também pelo ambiente de consumo desfavorável na região Nordeste do país.

O presidente informou que medidas já foram tomadas para retomar o crescimento. Entre elas estão o ajuste dos incentivos para a força de vendas e o fortalecimento da grade de lançamentos de produtos.

Sobre a divisão Hispana, ele comentou que o México já apresenta sinais positivos de recuperação. Já na Argentina, a expectativa é de que a estabilização seja um processo mais demorado, devido às condições macroeconômicas locais.

Em 2025, a empresa expandiu a margem do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) na América Latina. Além disso, reduziu os custos de transformação em mais de 10% na comparação com o ano anterior.

Ferreira destacou que o lucro líquido das operações continuadas, de quase R$ 1 bilhão no acumulado do ano, demonstra a capacidade da companhia de ser rentável. Isso reflete, em sua visão, o retorno ao foco no coração do negócio, que são as operações na América Latina.

A métrica de operações continuadas do grupo considera apenas as atividades na América Latina. Elas são isoladas das operações descontinuadas, que tiveram seus ativos vendidos nos últimos anos. Essa separação é importante para entender o desempenho atual do negócio principal.

Sem esse ajuste contábil, que isola o desempenho das operações latino-americanas, a Natura Cosméticos teria registrado um prejuízo de R$ 2,2 bilhões no acumulado de 2025. Esse valor representa uma queda de 75,3% em comparação com o resultado de 2024.

A decisão de vender ativos internacionais e simplificar a estrutura corporativa foi um movimento estratégico para concentrar esforços e recursos. O objetivo declarado é fortalecer a presença e a competitividade nos mercados da região latino-americana, onde a empresa possui uma história e uma base consolidada.

O retorno ao ticker NATU3 na bolsa de valores simboliza, para a direção da empresa, esse novo capítulo de sua trajetória. O foco na rentabilidade das operações continuadas passa a ser o principal indicador do desempenho do negócio a partir de agora.

Sobre o autor: Equipe de Conteudo

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