A última convenção partidária deste ciclo eleitoral, a da federação PT-PV-PCdoB, começou com um anticlímax. O petista Leandro Grass afirmou que o evento defenderia uma aliança, mas que na ocasião seria oficializada a candidatura dele ao governo do Distrito Federal.
Na prática, isso indicou que não haveria uma revisão na chapa para viabilizar uma frente de esquerda com PSB, PDT, PSOL e demais partidos. Grass costuma defender a ideia de uma frente ampla, mas o cenário segue o previsto.
O quadro partidário, porém, não está totalmente fechado. A maioria dos partidos, incluindo os de esquerda, transferiu para as executivas o poder de completar as chapas e até de trocar nomes. A legislação eleitoral define prazos para isso, e chapas completas são mais exceção do que regra.
Entre as principais candidaturas, as de José Roberto Arruda, Paula Belmonte e Ricardo Cappelli ainda não têm vices nem os dois nomes para o Senado definidos. Essas decisões precisarão ser tomadas dentro do prazo legal.
Uma mudança estrutural que unisse PT e PSB só ocorreria com interferência do Planalto. Essa é uma avaliação comum entre integrantes das seções locais dos dois partidos. Em eleições passadas, Lula já decidiu pela entrega da cabeça de chapa no DF ao PV. Neste ano, o PT também retirou seus candidatos majoritários no Rio Grande do Sul e em Pernambuco.
No Distrito Federal, essa interferência é vista como improvável. O impacto nacional seria pequeno e a influência na votação presidencial, quase nula. Nem os principais partidos de esquerda acreditam nessa possibilidade neste momento.
