09/08/2026
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Flamengo desiste de Luiz Henrique e evita trio ligado a apostas

Flamengo desiste de Luiz Henrique e evita trio ligado a apostas

A negociação do Flamengo para contratar Luiz Henrique não esfriou. Acabou. O estafe do atacante, que hoje joga no Zenit, comunicou que as conversas estavam encerradas depois de um impasse que expôs divergências dentro da própria diretoria rubro-negra.

José Boto havia avançado nas tratativas com os russos, mas o negócio esbarrou no limite financeiro definido pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap. Diante da distância entre o que era negociado e o que a presidência aceitava pagar, a operação foi congelada e depois encerrada.

Talvez tenha sido melhor assim. Não pelo futebol de Luiz Henrique, jogador de Seleção Brasileira, com passagem marcante pelo Botafogo e qualidade para reforçar qualquer clube do país. A questão é outra.

Se Luiz Henrique desembarcasse na Gávea, o Flamengo teria no elenco três jogadores cujos nomes já apareceram, em situações e graus diferentes, em casos de suspeita de manipulação de cartões e apostas esportivas: Lucas Paquetá, Bruno Henrique e o próprio Luiz Henrique.

Paquetá enfrentou o caso mais conhecido. A Federação Inglesa o acusou de receber cartões amarelos de propósito em quatro partidas da Premier League, entre 2022 e 2023, para influenciar o mercado de apostas. A acusação não foi comprovada: em julho de 2025, uma comissão independente absolveu o jogador.

Bruno Henrique viveu situação diferente. O atacante foi investigado no Brasil por suspeita de ter provocado um cartão amarelo contra o Santos, em 2023, depois que pessoas próximas fizeram apostas naquela advertência. Na Justiça Desportiva, foi punido em primeira instância pelo STJD com 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil.

Luiz Henrique também teve o nome ligado às investigações. Quando defendia o Betis, um cartão amarelo recebido por ele entrou no radar por causa de apostas casadas envolvendo também um cartão de Paquetá. Depois, veio à tona que parentes de Paquetá fizeram duas transferências via Pix, somando R$ 40 mil, para Luiz Henrique. Os envolvidos disseram que os pagamentos eram de uma dívida pessoal, sem relação com apostas.

São três histórias diferentes, com situações jurídicas e desportivas distintas, e não cabe colocar os três jogadores no mesmo grau de responsabilidade. Mas seria uma coincidência e tanto. Se a contratação tivesse saído, o Flamengo poderia reunir Paquetá, Bruno Henrique e Luiz Henrique no mesmo elenco. Três grandes jogadores e três nomes que, por razões diferentes, já passaram pelas páginas policiais ou disciplinares do futebol quando o assunto foi a relação entre cartões e apostas esportivas.

Pensando bem, Bap talvez tenha economizado mais do que 30 milhões de euros. Economizou também uma baita dor de cabeça.

Sobre o autor: Equipe de Conteudo

Equipe interna que trabalha colaborativamente para elaborar, revisar e aperfeiçoar textos.

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