Um bebê de três meses foi mantido refém pelo próprio pai durante uma ocorrência de violência doméstica na manhã desta terça-feira (9), em Guarujá, no litoral paulista. O caso aconteceu no bairro Morrinhos 3.
De acordo com a Polícia Militar, o homem ameaçava atentar contra a criança e contra a própria vida. Ele acabou se rendendo após uma negociação conduzida pelos policiais. A ocorrência mobilizou equipes da corporação durante toda a manhã.
Segundo a PM, o homem permanecia com o filho nos braços enquanto fazia as ameaças. A situação exigiu uma atuação coordenada dos agentes para evitar que o caso terminasse em tragédia. Os policiais conseguiram convencer o suspeito a desistir das ameaças.
A criança foi resgatada sem ferimentos e teve a integridade física preservada, assim como os demais envolvidos. Após o desfecho, o homem foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarujá, onde o caso foi registrado.
A Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP) informou que duas facas e um caco de vidro foram apreendidos. A mãe do bebê solicitou medidas protetivas contra o indiciado. A ocorrência foi registrada como sequestro e cárcere privado, violência doméstica e lesão corporal praticada contra a mulher.
O episódio ocorre em meio à ampliação das medidas de combate à violência doméstica no país. Neste ano, o presidente Lula (PT) sancionou a lei que criou o crime de vicaricídio. A lei define o crime como o assassinato de filhos, parentes ou pessoas sob responsabilidade da mulher com o objetivo de causar sofrimento, punição ou controle sobre ela.
A sanção da lei ocorreu junto a outras medidas contra a violência à mulher, como a ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de agressores. A lei prevê reclusão de 20 a 40 anos, além de multa, e classifica o crime como hediondo. A pena pode ser aumentada se o crime for cometido na presença da mulher, contra pessoas vulneráveis ou em descumprimento de medida protetiva.
